quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tinta do papel



São elas que me revelam...
Elas que fazem de mim, o que eu sou...
Escrevo com elas, penso com elas e sinto com elas,
Muitas vezes, já falei com elas, outras tantas as desperdicei,
Mais ainda...
Algumas delas joguei fora por não serem minhas, verdadeiramente minhas...
Outras não formaram tinta boa para o papel...
Outras saem por não quererem ficar dentro de um corpo,
Sem alma e com muito peso na consciência...
Sinto falta quando não as tenho,
Mas não me dou por contente, quando vem sem avisar,
Mas quando não as tenho...
Desespero-me! Pois essas lágrimas, são a tinta do meu papel, e eu sou a caneta
Que precisa ser molhada para rabiscar o papel branco...
Autor: Bruno Souza

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