quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tinta do papel



São elas que me revelam...
Elas que fazem de mim, o que eu sou...
Escrevo com elas, penso com elas e sinto com elas,
Muitas vezes, já falei com elas, outras tantas as desperdicei,
Mais ainda...
Algumas delas joguei fora por não serem minhas, verdadeiramente minhas...
Outras não formaram tinta boa para o papel...
Outras saem por não quererem ficar dentro de um corpo,
Sem alma e com muito peso na consciência...
Sinto falta quando não as tenho,
Mas não me dou por contente, quando vem sem avisar,
Mas quando não as tenho...
Desespero-me! Pois essas lágrimas, são a tinta do meu papel, e eu sou a caneta
Que precisa ser molhada para rabiscar o papel branco...
Autor: Bruno Souza

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sofrer


Como se não bastasse sofrer...
Tenho que sofrer calado e só...
A amplitude do meu sofrimento é tamanha,
Que me sinto quase que obrigado,
A falar para quem quer que seja,
Ou pra quem quer que ouça...
 Nem sempre sou recebido de ouvidos abertos...
                        Bruno Souza

Mês de Abril


Peço a todos muita atenção e muito cuidado com esse texto, faz parte da minha atual situação emocional e também minha, triste penúria familiar. Esse texto mexe muito comigo, é um texto forte e triste.

 
E vale a pena, me diz?
Um dia ou dois feliz,
E o resto do ano infeliz,
Me diga por que acabou?
Me explique porquê sua palavra não honrou ?
Me conte o por que me deixou?
Não entendo você, mas entendo por que não me amou,
Você me iludiu, me traiu e me vendo caído sorriu,
Não conte, não fale, não diga, mas não se esqueça,
Você me gerou e também me traiu,
Vou morrer te chamando de PAI, sem me esquecer,
Do final do mês de abril...
                         
                        Bruno Souza

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Antigamente



Que vontade, que vontade que me dá,
De sair a pular e a gritar,
É um desejo muito insano que não tem como explicar,
Sair sem rumo certo sem ter hora pra voltar,
Perder-me pelo caminho para depois eu me encontrar,
Correndo atordoado como um cão a farejar,
Sem razão, mas com sentido, ter alguém com quem brincar,
E voltar aos velhos tempos sem problemas a contar,
Sem ter ódio livre e solto só com gente para amar,
São heranças de criança que vontade de chorar!
Bruno Souza

Quando a chuva cai



É um dia frio de inverno... Onde não há mais nada além de um céu cinzento e pingos de chuva caindo. Junto com eles, minhas lágrimas também caem! São lágrimas de desespero... Pois quando eu percebi... Já é tarde demais. Mil coisas aconteceram ao meu redor e eu não as percebi porque estava muito ocupada carregando a dor de ver o que nem começou próximo de ter um fim, sem poder fazer nada para impedir. Tudo bem se aqueles planos não deram certo... Mas agora eu enxergo a onde ocorreu o erro, e espero que da próxima vez nada de errado aconteça. Certas pessoas pensam que o meu coração é de ferro, que não se abala por nada, mas não. Ele é igual ao de todos, ele também sofre muito. Fico pensando se ainda preciso fingir que eu sou feliz... Acho que não tenho mais motivos pra permanecer com isso! Enquanto a chuva cai, há um delírio dentro de mim, com o qual não sei como lidar. Eu deixarei que o tempo se encarregue de fazer com que eu me esqueça de tudo isso, pois sei que nele eu posso confiar. Por alguns segundos eu tenho esperança de viver em um mundo melhor, onde existam pessoas que me compreendam, onde tudo isso fique para trás e não passe de más lembranças de um tempo distante. Mas enquanto isso não acontece, realmente, o que me resta é sonhar!
Autora: Helena Lopes
Correção ortográfica e gramática: Bruno Souza

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Condoída insensatez



A minha insensatez não me deixa pensar tranquilamente...
À noite na cama não me deixa descansar em paz,
Algo equivalente ao meu ser indigno de pensar.
Às vezes tenho a sensata impressão que estou desligado do mundo,
Ao voltar ao sentido percebo que essa condoída insensatez,
Condiz com meu estado emocional,
Que por eiras e beiras vai mal.
Meu cérebro trabalha noite e dia para tentar entender o porquê.
O fluxo de perguntas na minha cabeça,
É alto de mais para o real fluxo de respostas.
O que fazer para deixar de me condoer?
Não há nada a fazer, porque...
 O problema sou eu.
 Bruno Souza

sábado, 8 de setembro de 2012

A beleza do dia!


Hoje raiou o dia,
E o sol me deu bom dia,
Pássaros voam ao longo do dia,
A noite descansam,
Para decolar no outro dia,
O sol nasce na manha da manhã,
De cada dia,
E se põe no entardecer,
De todos os dias,
Todos os dias,
Palavras ao vento são jogadas,
E o vento em suas rabanadas,
Sai a espalhá-las por todo dia,
Tantas coisas ocorrem ao redor do dia,
E seu dever mais uma vez,
É brilhar por todo o dia,
Que dia lindo é, que lindo dia é,
Quem será dia,
Sempre lindo dia será!
Bruno Souza

Juventude!


Pensar, pensar e pensar, pra que? Você anda na linha o ano, o mês, o dia todo, sua recompensa? Uma armadilha, uma emboscada, ei, ei... E ai a raiva toma conta, até mesmo pelo fato de não estar entendendo nada, nada... Nada... Nada... Incompreensível, hã... ignorante, abominável, arrogante... Tantas coisas surgem nessas horas, me saio a explodir, gritar, xingar... Depois de liberar toda essa energia negativa, que se guarda dentro de mim, vem o silêncio... “Pensatividade” (pensar gradativamente, consequentemente, seguidamente... Que dá continuidade ao que se está pensando.), incomplexidade. E aí, o que vai ser? Seguir ou desistir? Nunca, nunca desista.
“Ninguém desiste, ninguém vai desistir, ninguém nunca desistiu!”
 Desistir é uma mera, fraca, boba e sem sentido nenhum, “ideia-abandono”. É um enfraquecimento mental, espiritual, sentimental, por isso, digamos que, “a desistência é fruto da imaginação, é uma alucinação.” É quando o cérebro, bloqueia a capacidade, e desbloqueia a incapacidade... E quando se perde a capacidade, o que aparece? Temos que ter coragem e firmeza, a vontade de desafiar, a perseverança, positividade do que se está fazendo, e o mais importante: “A certeza de um futuro melhor”.
Bruno Souza

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Liberdade, libertado, libertino!



Mas do que, ou com que se importamos nós sem ter liberdade?
A liberdade é um prefixo, do que queremos, do que vamos fazer...
“A liberdade é exemplo de felicidade”, e que para o bem de todos, óbvio,
Devemos saber usá-la, para que essa liberdade não se torne um presente,
Para a escuridão, e também que não façamos, dessa liberdade uma invasão,
“A liberdade nos dá o direito de ser livre!” mas como toda, tem seus limites.
  “Recado dado... Compromisso marcado!”
Bruno Souza

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ando devagar


Ando devagar por que já tive presa, 
e levo esse sorriso, 
por que já chorei demais...
             "Almir Sater"

Solidão



Por uns instantes faço uma viagem,
Em um horizonte desconhecido...
Gentes, gestos, sorrisos, vozes,
Tudo para mim desconhecido,
Em um instante momento, penso:
“O que eu estou fazendo aqui?”
A resposta me vem numa fração de segundos:
Mais uma vez perdido... E só.
Ninguém que eu conheça, ou que eu possa falar.
Na verdade, não tinha ninguém, e eu? Nada a falar.
Perdi as palavras no caminho dessa viagem,
E não sei voltar para resgatá-las.
 Este poema dedico aos meus amigos, e eles sabem que são eles no momento em que ler.
 Bruno Souza

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Oitenta e janeiros



Sinceridade no olhar, raciocínio lento, devagar,
São pessoas com mais de 80, muita historia pra contar,
Muitas lembranças que vem lá do fundo da cabeça,
Que mal ou bem, triste ou alegre, nunca se esqueça,
A idade chegando, e a solidão vem junto,
Pra avisar que a idade esta chegando,
Pelas ruas com olhares pra baixo, segue caminhando,
Pensando na vida e o que fez pra estar tão só,
Nessa certa idade, se perde a razão, e o mundo parece dar um nó,
O descaso consigo mesmo, e as amarras da razão,
Se desfazendo a cada dia, pensando o que será no outro dia,
Levanta-se cedo, bem de “manhãzinha” pra olhar o sol,
Regar o jardim, e fazer o que lhe resta...
Sentar a cadeira de balanço, com sol batendo no rosto.
Bruno Souza

domingo, 2 de setembro de 2012

Sonhar!



Perco-me em meio a corredores gelados e longos,
Vazios e com sons estranhos, risos, conversas embaralhadas,
Confuso e com medo,
Caminho entre e ao meio de sombras,
Vultos ao meu lado fazem com que minha imaginação se expanda,
Tudo parece um sonho, uma coisa surreal,
Milhões de perguntas na cabeça, muitas sem resposta,
Pareço sobre o efeito de álcool ou algum tipo de droga,
O que parece ser loucura, pra mim é um sonho,
Que quando eu acordar,
A tontura e a imagem ofuscada se definirão e andarão em ritmo normal.
Bruno Souza

Profissões!



Com 10 anos... Fui artista!
Com 16... Fui escritor!
Com 18... Fui sambista!
Lá nos 20...  Fui professor!
Das tantas profissões que tenho,
A melhor que me empenho,
É de escritor com muito engenho,
"Fiz com a arte, o escrever,
Fiz do samba, profissão."
(Esta poesia foi inspirada em uma musica do cantor Martinho da Vila)
Bruno Souza

sábado, 1 de setembro de 2012

Conversa com destino


Destino: - Do que mais tem medo na vida?
Pessoa: - Hum! Do destino e da coincidência!
Destino: - E isso faz diferença?
Pessoa: - Não muita... Mas toda a diferença! Hahaha
Destino: - Por que do destino?
Pessoa:- Porque é algo previsível para o sobrenatural, mas imprevisível para nós!
Destino: - E a coincidência?
Pessoa: - Nossaaaaaaa! Quem nunca ouviu aquela frase: “Que coincidência!” Ou ”É! Coincidências acontecem”!
Destino: - Hum! Mas será que tudo na vida é assim?
Pessoa: - Não sei! Só vou saber depois de morrer... Mas tomara que demore bastante, porque eu não quero saber tão cedo!
Destino: - Mas tem certeza que precisa morrer para saber?
Pessoa: - Sinceramente? Não sei! Mas é simples, junte o “fato” e o “óbvio”, e forme o “fato óbvio!”
Destino: - Mas por que você tem tanto medo de mim, e faz tantas comparações estranhas?
Pessoa: - É simples! Tudo que eu penso e que digo que vou fazer, você da um jeito de fazer totalmente ao contrário.
Destino: - Hahahahaha... Você coloca a culpa em mim por causa de tudo, por que você não esquece um pouco de mim?
Pessoa: - Mas credo! Você que não me esquece... Se liga pô!!!
  Se você esperar por essa conversa, vai ficar muito tempo esperando, porque esse diálogo, leva o um tempo exato de uma vida, muitas perguntas, muitas respostas, muitas duvidas, em fim “viverás e verás!”
Bruno Souza

Tempo?

Será que o nosso raciocínio não acompanha o tempo?
ou o tempo não espera o nosso raciocínio? 
   Bruno Souza

Quando acaba a ilusão da vida


Perdido no vale dos encantos da vida,
Sentei-me a pensar, o que fazer, para onde ir?
Uma criança me olhando nos olhos começou a sorrir!
Mas uma vez pensei, que não seria nada sem sentir,
Pus-me no lugar daquela criança,
Com os olhos brilhando, cheia de esperança,
Voltei a variar, com minhas andanças,
Pelos becos e ruelas da cabeça e do coração,
Senti em meus ombros, uma pressão,
O peso todo de uma vida, de carinho e atenção,
Que por um motivo cruel do destino,
Me tirou e me deixou sem coração.
Bruno Souza

Resto de um homem



Sozinho, entre paredes altas e escuras, me deparo com minha pior inimiga... A solidão. Agonia, tristeza, baixo astral, tudo isso faz com que, eu me perpetue em meu silêncio incômodo e absurdo, irritante para muitos e sarcástico para mim.
  Hã? Me deparo com tamanha ignorância, de me calar, quando o mal todo é por ficar calado, a vontade de sair e explodir é tanta, mas creio que o silêncio irá me ajudar a ouvir mais e a aprender um pouco, com experiências alheias, sinto o sangue ferver e a pele esquentar em temperatura “escaldante”, e a solução que me vem a cabeça não é procurar por água, e sim deixar derreter, pele, carne e osso, para que a terra absorva esses resíduos podres e brote dali uma nova vida!
Bruno Souza